domingo, 13 de dezembro de 2009

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Então ela admitiu que necessitava de vícios para viver. Ele a encara com um gesto de não entender a confissão da mesma naquele momento. Ela olha profundamente para ele e tenta explicar.

- Necessito de vícios, assim, quando você se for, posso controlar a dor, ocupar minha mente com algum tipo de vício.

Ele olha ao redor, buscando algo para contornar o assunto sem sentido para o mesmo, após uma pequena pausa ela volta a falar.

- Fiz de você o meu vício, meu principal vício.

- Mas vícios não são ruins?

- Sim. Mas não posso me conter em não tornar-te parte de mim.

Uma longa pausa. O tempo começa a fechar, um leve vento sopra tirando os belos cabelos castanhos do rosto dela. Ela o encara, ele desvia o olhar. Parecia que ele queria fugir dali, parecia que ele desejaria profundamente não ter ouvido nada daquilo. Talvez não estivesse preparado para tal coisa. Ela o toca de leve o rosto tentando encontrar o olhar dele.

- Eu preciso de ti, necessito de ti. Fique perto de mim, não me afaste.

Ele a olha por um instante, ela deixa uma lágrima rolar pelo seu rosto. Apenas uma lágrima, aquela que estava guardada para aquela ocasião, a lágrima que estava esperando para ser libertada há tempos. Então veio o silêncio, escutava somente as nuvens segurando um choro por ver aquele sofrimento. E os ventos sussurrando em seus ouvidos, um vento gelado que tentava aproximar os dois. Mas o silêncio prevaleceu sobre o rapaz, o silêncio respondeu por ele e ela partiu sem se quer olhar para trás.

Um comentário:

Luiz Henrique disse...

Minha melhor escritora, tá perfeito - Te amo